El futuro propicio

Para quem não sabe, a Bolívia vem trabalhando na evolução da suinocultura do país através de grandes investimentos tecnológicos. Embora ainda não tenham destaque mundial, seja em produção ou em consumo da carne suína, a atividade tem alcançado números cada vez mais expressivos em produção.

No passado, o Brasil também teve que enfrentar barreiras ao incorporar o consumo da carne suína à cultura do país, trabalhando fortemente na qualidade do produto final. Assim como nós, nossos ‘hermanos’ vêm se desenvolvendo a longos passos, inovando na forma de produzir com conhecimento e segurança.

Boa parte dessa evolução se dá pela Cedrovet, empresa líder de mercado na Bolívia, fornecedora de produtos e insumos para nutrição animal, que segue os preceitos da Agroceres Multimix em oferecer aos seus clientes um acompanhamento técnico especializado, potencializando os sistemas de produção, cada um a sua própria realidade.

À frente da empresa está Álvaro Sanchez, gerente geral da Cedrovet SRL, que aposta no desenvolvimento da atividade no país. “A suinocultura na Bolívia está em processo de crescimento, tecnificação e modernização. O setor ainda tem muitos aspectos a serem desenvolvidos em termos de tecnologia, qualidade da carne, peso de abate e escala de produção. Os cenários políticos do próximo ano estabelecerão a velocidade com que os investimentos serão feitos para manter o crescimento. De qualquer forma, estamos muito otimistas em relação ao futuro do setor”, explica.

Álvaro Sanchez, gerente geral da Cedrovet SRL.

O consumo da carne suína no país também tem sido amplamente promovido pelas autoridades do setor, que têm a missão de tornar os custos mais atrativos e difundir as diversas possibilidades que os cortes suínos oferecem à culinária local.

Para entender um pouco mais sobre a suinocultura da Bolívia, entrevistamos o presidente da Adepor (Associação Departamental de Produtores de Suínos), Javier Urenda. Confira:

1 – Como a suinocultura brasileira pode influenciar a suinocultura boliviana?

A influência é direta. A contar com as mesmas qualidades genéticas disponíveis, o desenvolvimento da suinocultura boliviana está em ascensão. O apoio técnico que conseguimos do Brasil e as estratégias regionais em direção ao atlântico podem abrir novas expectativas de negócio e desenvolver ainda mais a produção. Creio que não é ilógico pensar em trabalhar conjuntamente como países, deixando ao setor privado o desenvolvimento do negócio, e que os Estados se encarreguem da sanidade e dos protocolos para deixar as regras claras.

2 – Recentemente, o senhor prestigiou o Seminário Internacional da Agroceres PIC, aqui no Brasil. Qual a importância desse evento para o desenvolvimento da suinocultura boliviana?

Para nós, é de muita importância participar de um evento de tal magnitude, sobretudo, levando em conta a participação da suinocultura do Brasil para o mundo. Conhecer as experiências e ações tomadas pelos suinocultores brasileiros nos dá muitas diretrizes daquilo que devemos seguir para avançar o desenvolvimento da produção boliviana, tanto no mercado interno como também para projetar, a médio e longo prazo, uma visão dos mercados exteriores, levando nossos produtos com as melhores condições de competitividade.

Devemos tirar proveito das visões existentes no mundo a respeito da demanda de alimentos, e por que não pensar em trabalhar conjuntamente entre produtores de suínos bolivianos e brasileiros, para ofertar maiores volumes de carne aos países compradores, cuidando de todos os aspectos referente: à qualidade, quantidade e sanidade, que são os fundamentos para o desenvolvimento dos mercados?

3 – Como a Agroceres Multimix e Cedrovet podem contribuir nesse processo?

O apoio será fundamental! Não só no fornecimento de genética, equipamento e nutrição, mas também a proximidade das instituições para compartilhar as experiências, podendo falar das possibilidades de mercado e negócios no futuro. Creio que são componentes bastante importantes para a suinocultura boliviana.

Conseguir treinamento para o desenvolvimento dos técnicos especializados em produção e mercados também contribuirá muito para o desenvolvimento macro da Bolívia, que através da Adepor, poderá se desenvolver em médio ou longo prazo, sendo assim uma alternativa importante de oferta de carne suína para muitos outros países.

Equipe durante Seminário Internacional de Suinocultura da Agroceres PIC 2018.

4 – Quais ações estão preparadas ou realizadas pela Adepor no objetivo de promover o consumo da carne suína na Bolívia?

– Há mais de 5 anos a Adepor vem desenvolvendo uma campanha de incentivo ao consumo da carne suína, através de entrevistas, campanhas de rádio e televisão e, supostamente, alcançando nutricionistas e, agora, endocrinologistas, para que eles possam conhecer as virtudes da carne e tirar os “tabus” que as pessoas têm a respeito do suíno. No entanto, acreditamos que ainda estamos “engatinhando” e falta muito caminho a percorrer.

Javier Urenda, presidente da Associação Departamental de Produtores de Suínos – Bolívia.

Quando o objetivo é o desenvolvimento, a troca de experiências e os investimentos em tecnologia fazem toda a diferença. Assim como a atual suinocultura brasileira, acreditamos fielmente que a Bolívia poderá se tornar polo de produção e comercialização da carne mais consumida no mundo.

Nutrição Animal – Agroceres Multimix

Eric Wood

Eric Wood

Eric Wood é coordenador de marketing na Agroceres Multimix

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